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Porsche Macan renovado: primeiras impressões em Portugal

Carro Porsche Macan 2024 cinzento exibido numa sala de exposição moderna com janelas grandes para o exterior.

Lançado em 2014, o Porsche Macan tornou-se um verdadeiro fenómeno de vendas para a marca de Estugarda. Ao longo do seu percurso, já ultrapassou as 600 mil unidades comercializadas e, para cerca de 80% dos novos clientes Porsche, continua a ser a principal «porta de entrada» no universo da marca.

Talvez por isso - e porque o Macan atual com motor de combustão vai «conviver» com a próxima geração, que será exclusivamente elétrica - a Porsche decidiu atualizar o seu SUV mais compacto. Já tivemos a oportunidade de o ver e conduzir em Portugal.

A primeira mudança percebe-se logo na estrutura da gama: o Macan Turbo desaparece e o lugar de «topo de gama» passa a ser ocupado pelo Macan GTS. Para além disso, todos os Macan receberam retoques estéticos e um aumento significativo de potência, como veremos mais à frente.

Evoluções discretas

À primeira vista, não é especialmente simples distinguir o novo Macan do modelo anterior, mesmo com uma frente totalmente revista. Entre os destaques estão os faróis LED de série, as novas entradas de ar e os acabamentos pintados na cor da carroçaria (exceto no GTS) que, de acordo com a Porsche, contribuem para enfatizar a largura do SUV.

Na traseira, as novidades passam por um difusor redesenhado com novos elementos 3D e por óticas com assinatura luminosa de grafismo tridimensional. No exterior, há ainda três novas cores de carroçaria, a inclusão de jantes de 19” de série (20” no Macan S e 21” no Macan GTS) e, adicionalmente, sete novos desenhos de jantes.

No habitáculo, as alterações saltam mais à vista, começando pela consola central: os botões físicos foram substituídos por comandos táteis. Junta-se ainda um volante derivado do 911, um seletor de caixa mais compacto e um ecrã tátil full-HD de 10,9”, responsável pelo controlo do Porsche Communication Management (PCM).

Para terminar, o relógio analógico no topo do tabliê passa a fazer parte do equipamento de série.

Mais potência para todos

Do lado da mecânica, a alteração de maior relevo surge na versão intermédia, o Macan S. O anterior 3.0 V6 dá lugar a um 2.9 V6 biturbo com 380 cv (+20 cv) e 520 Nm (+40 Nm), disponíveis entre as 1850 e as 5000 rpm.

Com estes valores, o Macan S sobe claramente de nível em desempenho, aproximando-se do anterior Macan GTS: faz 0 aos 100 km/h em 4,8s (4,6s com o pacote Sport Chrono) e atinge 259 km/h de velocidade máxima.

Tendo isto em conta, era expectável que o Macan GTS também elevasse a fasquia. No novo topo de gama, o 2.9 l biturbo passa a entregar 440 cv (+60 cv do que até agora) e 550 Nm (+30 Nm) - coincidência ou não, são exatamente os mesmos números de potência e binário do extinto Macan Turbo.

São valores que permitem ao Macan GTS cumprir 0 aos 100 km/h em 4,5s e chegar aos 272 km/h de velocidade máxima, novamente em linha com o anterior Macan Turbo.

Por fim, também o Macan de acesso à gama recebe melhorias mecânicas. Com um novo quatro cilindros em linha, passa a oferecer 265 cv (+20 cv) e 400 Nm (+30 Nm), o que se traduz num 0 aos 100 km/h em 6,4s e numa velocidade máxima de 232 km/h.

Dinâmica apurada

Como seria de esperar, a Porsche não deixou de lado o lado dinâmico do Macan nesta renovação: além de rever a afinação do chassis, instalou barras estabilizadoras mais rígidas e introduziu uma direção com resposta mais apurada.

O modelo que mais aproveita este trabalho é o Porsche Macan GTS, que passa a incluir de série uma suspensão pneumática desportiva com regulação de altura (-10 mm), bem como o sistema de controlo adaptativo dos amortecedores Porsche Active Suspension Management (PASM).

Nos Macan e Macan S, a suspensão pneumática adaptativa - incluindo o PASM - mantém-se disponível em opção.

Ao volante do renovado Macan

Neste primeiro e curto contacto com o Porsche Macan atualizado, conduzi os dois extremos da gama do SUV de Estugarda: o modelo base e o «todo poderoso» GTS.

Ao começar pelo Porsche Macan, recordei a última vez que tinha guiado a versão de entrada no «universo Macan». E, de facto, o motor revela-se um pouco mais disponível. O binário entre as 1800 rpm e as 4500 rpm ajuda nas ultrapassagens e permite tanto um ritmo descontraído como uma condução mais aplicada.

Nessas condições, o comportamento continua a merecer elogios: a tração integral reage com rapidez ao transferir força para as rodas com mais aderência, permitindo «curvar sobre carris».

Quanto à nova consola com comandos táteis, apesar de dar um ar claramente mais contemporâneo ao interior do SUV alemão, é justo dizer que exige algum tempo extra de adaptação.

Já no Macan GTS, o PASM demonstra bem a sua eficácia e, mesmo em pisos com depressões, mantém um controlo exemplar dos movimentos da carroçaria.

No que toca ao motor, os 60 cv adicionais ajudam o mais exuberante dos Macan a «despachar» ultrapassagens e a sair de curva a um ritmo verdadeiramente impressionante.

A competência dinâmica é tal que não é preciso «suar» nem ter mãos de piloto para manter velocidades elevadas em curva (não deixa de ser um SUV), com tudo a acontecer de forma natural e, sobretudo, segura.

Quanto custa?

O Porsche Macan renovado já está à venda, com preços a começar nos 82 526 euros para a versão mais acessível, seguindo para os 108 037 euros do Macan S e chegando aos 125 627 euros do Porsche Macan GTS.

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