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CCDR-LVT deteta níveis de ozono prejudiciais na Amadora, Lisboa e Loures

Mulher e menino com mochila num terraço, ela usa telemóvel e ele máscara e inalador médico.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) identificou hoje concentrações de ozono consideradas nocivas para a saúde nos concelhos da Amadora, Lisboa e Loures.

"Foi ultrapassado, na(s) estação(ões) de monitorização da qualidade do ar desta CCDR, o valor de concentração de ozono de 180 µg/m³ (microgramas por metro cúbico), definido como limiar de informação para este poluente", indica um comunicado divulgado hoje.

Valores de ozono registados por concelho

Em Lisboa, esta é já a segunda vez em dois dias que, nos Olivais, se excede este patamar, tendo sido medidos 200 microgramas por metro cúbico entre as 16 horas e as 17 horas. Às 17 horas, no Beato, foram registados 183.

Na Amadora, especificamente na Reboleira, os valores mantiveram-se acima do limiar de informação das 13 horas às 17 horas, oscilando entre 181 e 211. Já em Loures, no centro, foram alcançados 183 microgramas por metro cúbico entre as 13 horas e as 15 horas, subindo para 207 no período das 15 horas às 16 horas.

Efeitos na saúde associados às concentrações elevadas

De acordo com a CCDR-VLT, estas concentrações de ozono podem causar "alguns efeitos na saúde", sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas asmáticas e quem tenha doenças respiratórias ou cardíacas.

"A exposição a este poluente afeta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos", avisa.

Recomendações e registos anteriores

A entidade acrescenta que "enquanto esta situação se mantiver", é aconselhável que os grupos mais frágeis possam "reduzir ao mínimo a atividade física intensa ao ar livre e evitem a permanência no exterior".

No sábado, a mesma entidade já tinha observado níveis acima do valor definido como limiar de informação para este poluente nos Olivais (Lisboa) e em Alverca (Vila Franca de Xira), tendo então emitido as mesmas recomendações.

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