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Donald Trump pediu a Gianni Infantino para reverter suspensão de Folarin Balogun e FIFA autorizou-o contra a Bélgica

Jogador de futebol em campo com uniforme branco e camisola número 7, segurando papel na mão.

Quando tudo apontava para a ausência de Folarin Balogun no jogo dos oitavos de final do Mundial frente à Bélgica, a FIFA comunicou, afinal, que o avançado dos Estados Unidos fica disponível para atuar. A decisão, divulgada este domingo, interrompe o cumprimento da suspensão de um encontro aplicada após a expulsão diante da Bósnia e Herzegovina e surge como um reforço de peso para a seleção anfitriã.

Donald Trump e Gianni Infantino: contacto antes da reversão

De acordo com a AFP, a mudança de posição aconteceu depois de o presidente norte-americano ter telefonado a Gianni Infantino na quarta-feira, pedindo-lhe que a sanção fosse revertida.

Balogun chega a esta fase do torneio como um dos elementos mais influentes da equipa dos Estados Unidos, depois de ter marcado três golos nos três jogos em que foi titular. O seu contributo foi determinante para a qualificação para os oitavos, fase em que os norte-americanos tentam atingir os quartos de final pela primeira vez desde 2002.

Pouco depois de conhecida a decisão, Donald Trump reagiu na rede social Truth Social. "Obrigado à FIFA por fazer o que era correto e por reverter uma grande injustiça!", escreveu.

Decisão assenta no Código Disciplinar

A comissão disciplinar da FIFA justificou a opção com base no artigo 27.º do Código Disciplinar, disposição que prevê a possibilidade de suspender os efeitos de um cartão vermelho, desde que a infração não esteja ligada a manipulação de resultados.

Ainda que possa jogar frente à Bélgica, Balogun ficará durante um ano em período probatório. O cartão vermelho continua registado e, se cometer nesse intervalo uma infração de natureza e gravidade semelhantes, terá então de cumprir o encontro de suspensão.

A FIFA já tinha aplicado o mesmo artigo num caso envolvendo Cristiano Ronaldo, o que permitiu ao internacional português participar nos primeiros jogos de Portugal num Campeonato do Mundo, apesar de uma expulsão anterior frente à República da Irlanda.

Reação da Federação Belga de Futebol à decisão

A resolução desencadeou uma resposta imediata da Federação Belga de Futebol, que disse estar "estupefacta" com o desfecho da comissão disciplinar. Em comunicado, a federação considerou que a suspensão do castigo contraria os regulamentos da FIFA - nos quais um cartão vermelho implica automaticamente um jogo de suspensão - e acrescentou que está a avaliar "todas as opções possíveis".

Plantel soube da novidade durante a viagem para o treino

A federação norte-americana confirmou que esteve envolvida no processo que terminou com a elegibilidade do avançado para o encontro dos oitavos de final.

O defesa Chris Richards contou que os jogadores tomaram conhecimento da decisão durante a deslocação de autocarro para o treino, explicando que passaram cerca de dez minutos entre os primeiros rumores e a confirmação, já à chegada, transmitida por um responsável da Federação dos Estados Unidos.

Questionado sobre como Balogun reagiu, Richards referiu que o avançado "está a manter a calma" e acrescentou: "Olhamos para o Flo como uma referência na frente de ataque e ele tem desempenhado muito bem esse papel durante todo o torneio. Estamos muito felizes e entusiasmados por a decisão ter sido revertida. Claramente entenderam que havia motivos para alterar a decisão."

Balogun tinha sido expulso no encontro frente à Bósnia e Herzegovina, depois de o videoárbitro ter chamado a atenção do árbitro para um lance em que pisou o tornozelo de Tarik Muharemovic. Numa primeira instância não foi assinalada qualquer infração, mas, após analisar as imagens, o árbitro mostrou-lhe cartão vermelho direto por conduta violenta.

A expulsão foi posta em causa por jogadores, equipa técnica e comentadores, que sustentaram que o contacto foi involuntário. Na sexta-feira, Balogun classificou o episódio como "surreal" e explicou a forma serena como lidou com o cartão vermelho: "Nunca quero reagir com raiva nem levado pela emoção. Há muitas pessoas que inspiramos, crianças que nos estão a ver, e temos de lhes mostrar a forma correta de lidar com estas situações, mesmo quando sentimos que são injustas."

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