Portugal–Espanha nos oitavos do Mundial: o desafio
Nos oitavos de final do Mundial, Portugal mede forças com a Espanha, uma seleção que, tal como a França, está no lote dos principais candidatos a levantar o troféu.
Pressão alta com Cristiano Ronaldo no onze
Se Roberto Martínez decidir lançar Cristiano Ronaldo de início, a equipa terá de subir linhas, pressionar alto e encarar o jogo com a convicção de que é possível ganhar - e impor-se dessa forma. Para que esse plano resulte, Ronaldo precisa de atuar numa zona do terreno onde consiga expressar ao máximo as suas capacidades.
Nesse enquadramento, faz sentido termos nas alas jogadores mais fortes contra blocos baixos. Por isso, Pedro Neto e Rafael Leão deveriam começar no banco, a apoiar a equipa e à espera do momento certo: quando a linha defensiva espanhola estiver mais subida, podem então entrar e aproveitar, com a sua velocidade, o espaço nas costas.
Bloco médio/baixo com Leão e Neto de início
Há, contudo, uma alternativa: baixar para um bloco médio/baixo - algo que, em determinadas fases, provavelmente será inevitável, atendendo ao perfil da seleção espanhola. Nesse cenário, a equipa ganharia em começar logo com Rafael Leão e Pedro Neto, o que colocaria Cristiano Ronaldo entre os suplentes.
Não podemos ambicionar vencer sem um plano previamente definido; da mesma forma, é crucial que as opções para o onze sejam tomadas de forma coerente com a ideia de jogo escolhida. Diante de uma Espanha tão forte, qualquer pormenor mal executado pode ditar a nossa saída deste Mundial. Mas, se formos rigorosos na implementação do plano, temos condições para ganhar.
Os dois caminhos que apresentei diferem claramente a nível tático e estratégico - no fundo, trata-se de escolher a abordagem. Vamos, Portugal!
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