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Mais de 150 corpos não identificados após terramotos de 24 de junho na Venezuela enterrados em La Guaira

Mulher com expressão séria segura foto em cemitério de cruzes brancas junto ao mar, enquanto outras pessoas estão ao fundo.

Terramotos de 24 de junho na Venezuela: balanço humano

Os dois sismos registados a 24 de junho na zona de Caracas e arredores - de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter - provocaram pelo menos 3342 mortos e 16.740 feridos, de acordo com dados divulgados hoje pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Enterros em La Guaira e vítimas por identificar

No cemitério de La Guaira, mais de 150 corpos de vítimas que ainda não foram identificadas foram sepultados numa extensa fila de campas individuais, observaram este domingo jornalistas da AFP no local.

Segundo a equipa da agência noticiosa francesa, 159 pessoas por identificar foram distribuídas por sepulturas ao longo de duas secções compridas do cemitério.

Em simultâneo, foram enterradas 95 pessoas já identificadas numa zona mais afastada do cemitério de La Esperanza.

Entretanto, os coveiros continuam a preparar espaço para novas inumações, recorrendo a escavadoras para abrir valas destinadas a acolher mais restos mortais.

Alerta da OMS para risco de doenças

Na terça-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou para um perigo iminente de disseminação de doenças como o sarampo, dengue, febre-amarela e malária, devido ao agravamento das condições nas áreas mais atingidas.

Portugueses entre as vítimas e pessoas desalojadas

Entre as vítimas mortais contam-se pelo menos 95 portugueses e lusodescendentes, havendo ainda 58 desaparecidos ou incontactáveis.

O MNE indicou que, dos 95 cidadãos portugueses mortos - 82 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana - 17 eram crianças e 78 eram adultos.

Além disso, existem pelo menos 17.000 pessoas desalojadas, repartidas por 79 acampamentos temporários, e mais de 31.000 desaparecidos ou incontactáveis.

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