Pelo menos duas pessoas perderam a vida e outras quatro sofreram ferimentos no Líbano, na sequência de ataques do exército israelita nas últimas 24 horas, apesar de existir um cessar-fogo formal em vigor.
Balanço das vítimas e críticas do Governo libanês
De acordo com a atualização mais recente do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês, os bombardeamentos israelitas provocaram até agora 4304 mortos e 12.203 feridos em todo o país, com especial incidência no sul. Nessa zona, Israel tem mantido ataques regulares contra localidades de uma região que foi parcialmente invadida, com o argumento, por parte do exército israelita, de estabelecer uma "zona de segurança" destinada a proteger as comunidades do norte de Israel de ações da milícia xiita Hezbollah.
O Governo libanês afirmou que uma parte significativa destes ataques tem caráter indiscriminado e que alguns terão sido, inclusive, deliberadamente dirigidos contra civis e militares.
Tensões diplomáticas entre Israel e Estados Unidos
O agravamento das tensões em torno das operações de Israel no Líbano - juntamente com avisos de Teerão de que estes ataques representam violações do pré-acordo assinado com Washington e poderiam pôr em causa o processo de paz no Médio Oriente - esteve entre os temas de fricção nos contactos mais recentes, levando a vários desentendimentos públicos entre Israel e Estados Unidos.
Entretanto, o chefe do exército israelita prometeu hoje uma ação "decisiva" contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah, durante uma visita às suas tropas perto do castelo de Beaufort, no sul do Líbano.
Retoma da guerra, cessar-fogo e presença militar no sul do Líbano
A guerra no Líbano reatou a 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra território israelita em apoio ao Irão, então alvo de uma ofensiva israelo-americana.
Em resposta, Israel desencadeou uma ampla campanha de bombardeamentos e uma ofensiva terrestre, ao mesmo tempo que intensificava apelos à evacuação de áreas inteiras no sul do Líbano, num período de mais de três meses de combates.
O protocolo de acordo, assinado a 17 de junho entre Teerão e Washington, permitiu que um frágil cessar-fogo entrasse em vigor no Líbano a partir de 21 de junho, antes de, a 26 de junho, ser assinado um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com vista a uma "paz duradoura".
Israel indicou que pretende manter as suas tropas na zona - que poderá estender-se até dez quilómetros a partir da sua fronteira - e continua a realizar ataques pontuais.
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