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Falhas sucessivas no abastecimento de água em Almada: SMAS apontam calor e população sazonal no Feijó e na Costa da Caparica

Homem enche copo de água numa torneira junto a janela com vista para praia movimentada ao fundo.

SMAS explicam falhas no abastecimento de água em Almada

As sucessivas falhas no fornecimento de água registadas em várias zonas do concelho de Almada, e apontadas por moradores do Feijó e da Costa da Caparica, são justificadas pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) com o acréscimo de consumo associado às temperaturas elevadas e ao aumento de população sazonal. A entidade gestora reconhece que, nos dias mais quentes, a procura tem excedido a capacidade diária de captação, tornando necessária uma "gestão solidária e rotativa da rede" para equilibrar a distribuição da água disponível por todo o concelho.

Cortes sem aviso no Feijó e na Costa da Caparica

No Feijó, um residente descreve interrupções quase diárias desde 18 de junho, sobretudo ao final da tarde e durante a noite, havendo situações que se estenderam até à madrugada. Na Costa da Caparica, outro morador refere que, em menos de duas semanas, se verificaram cinco falhas no abastecimento, incluindo uma paragem superior a 17 horas, em plena onda de calor, como a atual.

Os moradores acrescentam que os cortes aconteceram sem aviso prévio e sublinham os constrangimentos provocados numa fase em que o consumo tende a subir devido às temperaturas elevadas.

Anunciados novos furos

Com o objetivo de reforçar a capacidade de abastecimento, os SMAS comunicaram que um novo furo de captação já entrou em funcionamento e indicam que um segundo deverá ficar ao serviço até ao final deste mês. Estão ainda em licenciamento mais três furos e outros três encontram-se em fase de projeto.

Reservas, rede e medidas para reduzir pressão

A entidade aponta também a intenção de aumentar a capacidade de reserva e de dar continuidade à reabilitação da rede. De acordo com os SMAS, equipas técnicas acompanham o sistema 24 horas por dia, procurando reduzir ao mínimo os impactos das falhas no abastecimento.

Entretanto, o município diminuiu as regas dos espaços públicos e suspendeu as lavagens de ruas consideradas não essenciais. Os SMAS apelam igualmente aos consumidores para moderarem os consumos e evitarem desperdícios durante este período de maior pressão sobre a rede.

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