Entrada em jogo da seleção portuguesa e superioridade inicial
A seleção portuguesa começou por cima, com uma abordagem de pressão alta que lhe assentava melhor. Soube aproveitar a profundidade através de Pedro Neto e Rafael Leão, mas, em ataque organizado, faltou ver com mais regularidade Bruno Fernandes e João Neves a subir cerca de 20 metros para oferecerem linhas de passe mais adiantadas, deixando Vitinha com a tarefa de os encontrar.
A pressão agressiva forçou a Croácia a tomar más decisões e o ascendente de Portugal notou-se em todos os momentos do jogo, até porque o adversário procurava sobretudo sair em contra-ataque. A equipa nacional produziu e construiu o bastante para justificar uma vantagem ao intervalo, algo que acabou por não se concretizar.
Segunda parte: erro, reação e jogo mais aberto
Após o reatamento, Portugal volta a entrar bem e cria uma oportunidade muito clara. Continuou a comandar com bola, mas aos 53 minutos, na sequência de um erro defensivo, a Croácia chegou ao 1-0. A resposta portuguesa foi positiva e o empate esteve perto num grande remate de Rafael Leão à trave, numa fase em que o encontro já estava partido, mais aberto e com espaço para qualquer uma das equipas poder marcar.
Ajustes de Roberto Martínez e caminho até ao 2-1
Roberto Martínez lançou quatro substituições, procurando dar mais frescura ao corredor direito: Nélson Semedo e Bernardo Silva entraram para os lugares de João Cancelo e Vitinha. Gonçalo Ramos também foi a jogo, e a equipa passou a atuar em 4x4x2, com Francisco Conceição a tentar desbloquear pela direita.
Ronaldo fez uma receção de enorme qualidade técnica e ainda marcou, mas o lance foi invalidado por fora de jogo, com o ombro adiantado. Aos 65 minutos, ficou a sensação de grande penalidade sobre Renato Veiga; o VAR interveio e Ronaldo não falhou. Até esse momento, apesar de alguns erros pelo caminho, Portugal já tinha criado o suficiente para estar em vantagem.
A Croácia ainda ameaçou e chegou a marcar, mas o golo seria anulado. A partir daí, o selecionador mostrou não confiar na consistência do meio-campo que ele próprio idealizara com João Neves e Bernardo Silva, e regressou ao 4x3x3, retirando Ronaldo e colocando Rúben Neves. Mesmo com Rafael Leão já desgastado, mas a continuar a dar largura e profundidade pelo lado esquerdo, saiu dele uma excelente assistência para Gonçalo Ramos fazer o 2-1 e garantir a presença da seleção nos oitavos de final. Já nos instantes finais, a Croácia voltou a marcar, mas o golo foi novamente anulado. Apesar do triunfo, à seleção portuguesa faltou consistência tática e maior domínio do jogo.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário