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Embraer 190 da TAP Air Portugal circula 2 h 50 sobre Hamburgo antes de aterrar

Vista aérea de cidade através da janela de avião com mão a segurar telemóvel com mapa e rota.

O aparelho envolvido é um Embraer 190 da TAP Air Portugal. Partiu do aeroporto de Hamburgo, na Alemanha, com destino a Lisboa, mas acabou por ficar “preso” no céu a 7 000 pés. O FlightRadar24 avançou a possibilidade de a tripulação estar a precisar de consumir combustível antes de conseguir aterrar com segurança, já com menos peso.

O que aconteceu com o voo TAP561 em Hamburgo

O que se passou nos céus alemães é pouco comum: um avião esteve a efectuar voltas durante cerca de 2 horas sobre a cidade de Hamburgo, sem seguir viagem para o destino, sem aterrar de imediato e sem desviar para um aeroporto alternativo. Este Embraer 190 da TAP Air Portugal descolou às 13 h 42, com cerca de uma hora de atraso. A ligação deveria, em condições normais, ter ficado concluída por volta das 15 h 30.

Bastaram cerca de 5 minutos após a descolagem para o TAP561 interromper a subida e estabilizar a altitude nos 7 000 pés, iniciando trajectos em oval. O avião foi encaminhado para uma área de espera, tipicamente usada quando o aeroporto está saturado e as aeronaves precisam de aguardar pela aterragem. Estes circuitos também podem ser aplicados quando é necessário gastar combustível no ar antes de uma aterragem apressada.

Porque o Embraer 190 teve de queimar combustível

No caso específico do Embraer 190, o FlightRadar24 considerou que a espera estaria relacionada com a necessidade de queimar combustível, em vez de o despejar através de uma manobra própria (chamada fuel dumping em inglês). Este modelo não está preparado para esse procedimento, pelo que a alternativa para os pilotos, de modo a aterrar em segurança (com um peso abaixo do peso máximo de aterragem), seria consumir combustível durante o voo.

Há aviões de longo curso que dispõem de sistemas para aliviar combustível dos depósitos sem o queimarem. Foi o que aconteceu no mês passado com um Boeing 747 de carga que descolou de Liège, na Bélgica, rumo a Nova Iorque, nos Estados Unidos. Teve de libertar 100 toneladas de querosene e a operação demorou quase uma hora. Antes de uma aterragem precipitada, os aviões comerciais podem ser obrigados a reduzir combustível para cumprir um limite de massa que não comprometa a travagem nem a estrutura da aeronave.

Situações que podem obrigar um regresso pouco depois da descolagem

Há vários cenários que levam um avião comercial a regressar e aterrar pouco tempo após levantar voo. Na maioria dos casos, as causas são técnicas (colisão com aves, falha de motor, fumo, problemas no sistema hidráulico), mas também podem estar relacionadas com uma emergência médica ou com um incidente na cabine, envolvendo um passageiro ou um membro da tripulação.

O avião da TAP Air Portugal aterrou após 2 h 50 a circular

No FlightRadar24, até 23 000 internautas acompanharam em directo o avião da TAP Air Portugal, seguindo o percurso e aguardando a decisão final. Às 16 h 10, depois de 2 horas e 30 minutos de voo, o aparelho desceu para se alinhar com a pista a 3 000 pés. No entanto, sem prosseguir a aproximação, voltou à área de espera e retomou as voltas.

Cerca de 20 minutos mais tarde, às 16 h 30, o Embraer 190 acabou por tocar na pista do aeroporto de Hamburgo, após 2 horas e 50 minutos no ar. Os passageiros terão de aguardar por um voo posterior para seguirem para Portugal.

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