Metas de CO₂ da UE e a resposta dos fabricantes
Em 2012, a União Europeia pretendia que os construtores automóveis alcançassem uma média de CO₂ de 130 g/km em toda a sua gama. Para algumas marcas, isto podia tornar-se um verdadeiro quebra-cabeças - é difícil imaginar uma empresa como a Bentley a ficar particularmente satisfeita com a meta, quando o seu valor médio rondava os 426 g/km. Já a Fiat, pelo contrário, estava a aproximar-se desse objectivo com relativa naturalidade. A lógica é simples: carros pequenos emitem menos, e a Fiat sempre soube fazer utilitários compactos como poucas.
Fiat Panda Eco: o que muda (e o que não muda)
A Fiat já não é uma marca disposta a viver do que conquistou no passado e decidiu ir um passo além, lançando o Panda Eco, depois do Bravo Eco que conduzimos no início do ano. Ainda assim, convém não exagerar: as alterações são discretas.
As (poucas) novidades passam por pneus de baixa resistência ao rolamento e por óleo de baixa viscosidade, que ajuda a reduzir as perdas por atrito no motor. Não há aqui nenhuma revolução técnica - e a Fiat nem sequer se deu ao trabalho de mexer nas relações de caixa.
Emissões e consumos: ganhos surpreendentes
Apesar disso, o efeito faz-se sentir. O motor a gasolina de 1,2 litros (o Eco também está disponível com o 1,1 litros a gasolina) passou a registar 119 g/km, menos 14 g/km do que antes.
O consumo também melhorou: ambos os motores anunciam 56,5 mpg, um ganho de 6,1. Confesso que estes números me deixam ligeiramente espantado - é surpreendente como tão poucas mudanças num Panda conseguem ter um impacto tão grande. Dá que pensar porque é que outros não fazem o mesmo.
Condução na cidade e conforto
A grande vantagem de não se mexer praticamente em mais nada no Panda é que, de forma quase incrível, praticamente mais nada muda no Panda. E isso é uma excelente notícia, porque continua a ser um citadino brilhante.
É tão discreto no trânsito que as pessoas raramente se importam quando nos enfiamos à frente - não provoca aquela antipatia que certos outros pequenos carros despertam. E, ao mesmo tempo, os pneus novos não tornaram o conforto pior.
E o diesel? E o impacto no preço
Pode parecer estranho que este pacote “eco” não tenha sido aplicado ao diesel, mas esse modelo já ficava abaixo da barreira mágica dos 120 g/km. Assim, nem a Fiat nem os clientes têm um motivo forte para gastar mais dinheiro.
Como está, o Panda Eco a gasolina custa mais £100 do que o carro normal e não traz melhorias no equipamento de série. Para mudanças tão pequenas, o acréscimo parece puxado - embora o Eco desça para um escalão de imposto mais baixo, o que significa receber £85 de volta do Estado de imediato.
O detalhe mais curioso do Panda Eco é, afinal, o que ele faz ao resto da gama, já que o Panda “normal” continua à venda. Sim, aquele que polui mais e não oferece tantos mpg. Se a consciência pesa, este é o único Panda a considerar.
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