Oferta de livro obrigatório nas escolas públicas de Gaia
A Câmara de Gaia prepara-se para disponibilizar, sem custos, um livro de leitura obrigatória da disciplina de Português a todos os alunos do 9.º, 10.º, 11.º e 12.º anos que frequentam as escolas públicas do concelho.
"Leituras com Futuro - Igualdade que se lê!": alcance e aprovação
A iniciativa, intitulada "Leituras com Futuro - Igualdade que se lê!", deverá ser votada na reunião do Executivo municipal desta terça-feira e tem como destinatários mais de 6200 estudantes.
Firmino Pereira sublinha a igualdade no acesso à leitura
Segundo o vice-presidente da autarquia, com este projeto "O município volta a afirmar, de forma inequívoca, a educação como uma das suas prioridades estratégicas". Firmino Pereira, vereador com o pelouro da Educação, classifica a medida como uma "medida pioneira no panorama do ensino público português", salientando: "Para muitos deles [alunos], este pode ser o primeiro livro que possuem verdadeiramente como seu. Não emprestado. Não partilhado. Deles".
O responsável municipal reforça ainda: "Não estamos apenas a cumprir um requisito do programa escolar. Estamos a fazer uma escolha consciente: a de que o acesso à cultura e à leitura não pode depender do código postal nem do rendimento familiar. Em Gaia, todos os jovens merecem as mesmas oportunidades - e este executivo tem a responsabilidade e a determinação de as criar". Nesse contexto, recorda que o município avançou, há mais de 20 anos, com a oferta dos manuais escolares - uma decisão que viria a alargar-se ao plano nacional.
Apelo ao Ministério da Educação e visão do executivo
O autarca manifesta a expectativa de que o mesmo percurso se repita e de que "o Ministério da Educação adote no futuro a oferta das obras literárias do Plano Nacional de Leitura no ensino público". E acrescenta: "Um livro, no momento certo, pode mudar uma vida. E o momento certo é agora - quando estes jovens estão a construir quem vão ser!".
Firmino Pereira nota também que o executivo liderado por Luís Filipe Menezes, "no âmbito das competências municipais em matéria de educação, reforçadas pelo processo de descentralização em curso, assumiu desde o primeiro momento uma visão clara: investir nas pessoas começa por investir nos mais jovens". Na mesma linha, defende: "E investir nos jovens significa, antes de mais, investir na sua formação integral - académica, cultural e humana".
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