Uma perda para o desporto automóvel português e ibérico
O desporto motorizado em Portugal e na Península Ibérica está de luto. Rui Miritta, piloto natural de Valongo e um nome de referência nas provas de velocidade em Portugal e Espanha, faleceu esta segunda-feira. O seu trajeto ficou, nos últimos anos, fortemente associado aos Porsche GT3 Cup e à estrutura da Monteiros Competições.
Com 51 anos, Rui Miritta acabou por não resistir às lesões resultantes de um acidente de viação ocorrido no mês passado.
Uma figura acarinhada no paddock
Para lá da competitividade e do palmarés, Miritta era amplamente reconhecido pela forma autêntica, próxima e apaixonada com que vivia as corridas. No paddock, era visto como uma das personalidades mais estimadas e respeitadas, deixando um sentimento de perda profundo entre adeptos e toda a comunidade do desporto automóvel.
Cerimónias fúnebres em Sobrado
O velório realiza-se esta segunda-feira, a partir das 16 horas, na capela mortuária de Sobrado. O funeral está marcado para terça-feira, pelas 10 horas, na Igreja de Sobrado, seguindo depois para o jazigo de família no cemitério de Sobrado.
Um palmarés de ouro na Península Ibérica
O piloto valonguense edificou uma carreira consistente e muito vitoriosa no contexto nacional e ibérico, com especial incidência nas categorias GTC e Cup.
Em 2024, sagrou-se campeão GTC do Iberian Supercars. Já em 2025, consolidou uma temporada igualmente bem-sucedida, acrescentando ao currículo novos títulos no SuperCars Iberian e no Campeonato de Portugal de Velocidade.
Na Porsche Sprint Challenge Ibérica, campeonato com o qual esteve ligado desde os primeiros anos, Rui Miritta marcou uma era. Em 2023 conquistou os títulos do Grupo 991.1 e da classe GD 991.1, repetindo o mesmo feito em 2024, num ciclo sustentado por vitórias, pódios e elevada regularidade. Em 2025 voltou a figurar entre os principais protagonistas, somando novas vitórias e mantendo-se na luta pelos títulos da Categoria 1 e da classe GD até à fase decisiva da temporada.
Já na atual época de 2026, Rui Miritta mantinha-se em competição, com a ambição intacta, a defender o seu estatuto e a afirmar-se como um dos nomes fortes das pistas ibéricas.
Porsche Sprint Challenge Ibérica reage com "profundo pesar"
Num comunicado oficial, a Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI) assumiu o seu profundo pesar pela morte daquele que descreveu como "um dos mais queridos, carismáticos e icónicos da competição". A organização realçou que Miritta foi muito mais do que um rival em pista, tornando-se um "companheiro, amigo e uma presença constante na construção do espírito de família que caracteriza a competição".
"Hoje é um dia profundamente triste para toda a família da Porsche Sprint Challenge Ibérica. O Rui esteve connosco desde o início, fez parte da nossa história e ajudou a construir este projeto. Foi um piloto exemplar, um amigo pessoal e uma pessoa que marcou todos pela sua coragem, paixão e humanidade. A sua memória ficará para sempre ligada à PSCI", referiu José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
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