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Corpo de Roxana Guzman encontrado em Veracruz, anuncia o Ministério Público

Altar de homenagem com foto, velas, flores, câmara e colete da imprensa junto ao mar ao entardecer.

Identificação do corpo de Roxana Guzman em Veracruz

O corpo da jornalista Roxana Guzman, diretora de um órgão de comunicação local no México, foi localizado, depois de ter sido raptada em meados de junho na sua própria casa, informou na quinta-feira o Ministério Público de Veracruz (leste).

De acordo com a procuradoria regional, as perícias realizadas determinaram que um cadáver encontrado numa habitação “correspondia ao da jornalista”. O caso acabaria por passar para o Ministério Público federal, após o impacto causado pelo sequestro.

Imagens do rapto e detenções na investigação

A versão dos acontecimentos foi reforçada por um vídeo de 35 segundos, amplamente divulgado no México, que mostra dois homens encapuzados a levarem Guzman da residência. Nas imagens, um dos suspeitos investe contra a porta com um machado, enquanto o outro, empunhando uma arma de fogo, força a entrada com pontapés. A gravação termina logo a seguir.

A investigação levou à prisão de oito pessoas, acusadas de homicídio. Entre os detidos estão quatro polícias municipais que, segundo o Ministério Público, “forneciam recursos, comida e apoio logístico às operações do grupo criminoso” responsável pelo rapto.

Violência contra jornalistas em Veracruz e no México

Veracruz figura entre os estados com maior número de crimes contra jornalistas. Em junho, o especialista em acontecimentos Luis Angel Lopez Valdez foi morto a tiro no interior de um táxi.

Este jornalista tinha medidas de proteção atribuídas pelas autoridades locais e recebera ameaças por causa do seu trabalho. Com a morte de Guzman, ela passa a ser a terceira jornalista assassinada em Veracruz em 2026.

Em janeiro, Carlos Castro foi baleado mortalmente num restaurante.

O México é apontado como um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo: segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), mais de 150 profissionais foram assassinados desde 1994.

Ainda de acordo com a RSF, em 2025 foram mortos nove jornalistas no país.

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