Em contraciclo. É desta forma que a marca japonesa enquadra um dos lançamentos mais relevantes dos últimos anos: o Mazda CX-60.
Numa altura em que a maioria dos construtores encolhe cilindradas - ou avança para uma eletrificação total - a Mazda mantém a convicção de que ainda há margem, pelo menos a médio prazo, para seguir uma via diferente. E, como é sabido, não seria a primeira vez que a Mazda escolhe ir contra a corrente na indústria automóvel.
Por isso mesmo, o CX-60 chega com uma oferta de motorizações dominada por seis cilindros em linha e, pela primeira vez, com uma solução híbrida plug-in - a única assente num motor de quatro cilindros. Vejam o vídeo:
Além disso, o Mazda CX-60 passa a ser (para já) o maior SUV da marca disponível na Europa e também o primeiro a estrear a nova plataforma de tração traseira do construtor japonês.
Primeiro PHEV e «super Diesel» a caminho
O Mazda CX-60 abre caminho a uma nova vaga de produto: é o primeiro de quatro modelos que a marca pretende lançar até 2025 com base na sua nova plataforma de tração traseira.
Skyactiv Multi-Solution Scalable Architecture foi o nome escolhido pela Mazda para esta nova plataforma.
Trata-se de uma base dedicada, desenvolvida integralmente pela marca, pensada para receber motores de seis cilindros em linha e ainda um híbrido plug-in (PHEV) de quatro cilindros.
Mazda CX-60: plataforma de tração traseira e dimensões
No mercado europeu, a ofensiva do Mazda CX-60 começa precisamente com a proposta PHEV, ao mesmo tempo que assume o papel de maior SUV da marca à venda no continente (por agora) e de estreia desta arquitetura de tração traseira.
Detalhes da mecânica e-Skyactiv PHEV
É esta versão PHEV que dá o pontapé de saída. O conjunto combina um motor a gasolina de injeção direta Skyactiv-G, com 2,5 l e quatro cilindros, com um motor elétrico de 100 kW (136 cv), uma caixa automática de oito velocidades totalmente nova e uma bateria de 17,8 kWh.
O Mazda CX-60 e-Skyactiv PHEV permite 63 km de condução exclusivamente eléctrica.
Da união destes componentes resulta uma potência combinada de 327 CV e um binário máximo de 500 Nm, valores que fazem deste o modelo de produção mais potente de sempre da Mazda. Nos 0 aos 100 km/h, a marca anuncia 5,8s.
Seis cilindros a gasolina e Diesel previstos para 2023
Numa etapa posterior da comercialização - apontada para 2023 - o Mazda CX-60 deverá receber mais duas opções: um Skyactiv-X a gasolina de seis cilindros, com 3,0 litros, e um novo Diesel Skyactiv-D, também de seis cilindros, mas com 3,3 litros.
Para estas duas motorizações, a Mazda ainda não revelou números relativos à potência final ou à performance.
Novos modelos a caminho
Importa sublinhar que a Mazda não se opõe à eletrificação; simplesmente, também nesta transição energética, prefere uma abordagem própria. Nos próximos anos, a gama deverá crescer com propostas que, no mínimo, prometem ser interessantes.
O Mazda MX-30 REV, por exemplo, está previsto para juntar um sistema 100% elétrico a um gerador a combustão sob a forma de um motor Wankel, com o objetivo de permitir uma autonomia sem restrições. Já em 2023, a marca deverá apresentar um modelo acima do CX-60, com três filas de bancos, que será designado CX-80.
No total, ao longo dos próximos três anos, a Mazda planeia revelar cinco novos produtos eletrificados que refletem a sua arquitetura de plataforma multi-soluções.
Só depois de 2025 é que a marca de Hiroshima tenciona estrear a plataforma Skyactiv EV Scalable Architecture, concebida para viabilizar a produção de automóveis elétricos de várias dimensões com recurso a uma base comum.
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