Porque o fim do inverno é o segredo para fãs de citrinos
Quem tem limoeiros, laranjeiras ou tangerineiras no jardim - ou em vaso na varanda - já reparou neste vaivém: num ano os ramos ficam carregados, no seguinte quase não aparece fruta. Muitas vezes, a diferença não está tanto no tempo, mas na tesoura: sobretudo no momento e na forma como se poda. E é precisamente agora, quando o inverno começa a dar tréguas e os dias em Portugal ficam mais amenos, que os citrinos entram numa fase decisiva.
Ao contrário de muitas fruteiras mais comuns, os citrinos não “adormecem” por completo no inverno. Fazem antes uma espécie de pausa em modo económico: a circulação de seiva abranda, o crescimento fica mais lento, mas a planta continua ativa.
Isto acaba por ser uma vantagem para quem cuida deles em casa. Mesmo antes da primavera arrancar a sério - quando os gomos ainda não dispararam - a árvore tolera melhor o corte. Depois, consegue direcionar a energia para novos rebentos, flores e frutos.
Quem poda os citrinos no fim do inverno dá-lhes avanço para toda a época.
Se se espera demasiado, arriscamos cortar gomos florais já formados ou enfraquecer rebentos jovens. Resultado: no verão, a taça fica vazia - apesar de a árvore poder estar em excelente forma.
Salvar flores, garantir a colheita: o momento certo
Os citrinos formam a maioria dos frutos em ramos de um ano, ou seja, nos raminhos que cresceram na época anterior. É precisamente aí que, nesta altura, estão as futuras flores da próxima campanha.
Quem pega na tesoura no fim da primavera e corta sem critério acaba muitas vezes por eliminar exatamente esses ramos. Consequência: menos flores, menos fruta e muita frustração. Já uma poda mais cedo, no final do inverno, dá tempo à árvore para cicatrizar e continuar a alimentar os gomos.
Uma laranjeira, limoeiro ou tangerineira bem podada tem outras vantagens:
- melhor distribuição de luz na copa
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