Saber reconhecer o momento em que um cachorro idoso passa para a fase sênior é essencial para lhe dar mais conforto, proteger a saúde e manter uma boa qualidade de vida. É comum pensar-se que a velhice chega na mesma idade para todos os cães, mas isso não corresponde à realidade. O envelhecimento acontece a ritmos diferentes consoante o porte e o peso do animal. Ao identificar sinais atempadamente e ao ajustar alguns detalhes do dia a dia, torna-se mais fácil prevenir problemas e garantir mais bem-estar nesta etapa tão relevante da vida do pet.
Com quantos anos um cachorro é considerado idoso?
A idade a partir da qual um cão é considerado sénior está directamente ligada ao seu tamanho e ao seu peso. Em regra, cães de pequeno porte tendem a viver mais anos e entram mais tarde na fase sênior, enquanto cães grandes e raças gigantes costumam envelhecer mais cedo.
De forma geral, existem algumas referências usadas por especialistas para indicar quando um cão passa a ser classificado como idoso. Os critérios mais comuns incluem:
- Cães com menos de 10 kg entram na fase sênior entre 10 e 11 anos.
- Cães entre 10 e 25 kg tornam-se idosos entre 8 e 9 anos.
- Cães entre 25 e 45 kg chegam à velhice entre 7 e 8 anos.
- Raças gigantes podem ser consideradas idosas a partir dos 6 anos.
Quais são os principais sinais de envelhecimento nos cães?
Os sinais de envelhecimento tendem a surgir de forma progressiva. Muitas vezes, quem cuida do animal apercebe-se primeiro de mudanças no comportamento e só depois nota alterações físicas mais marcadas.
Para ajudar a perceber se o seu companheiro de quatro patas está a entrar na terceira idade, o médico veterinário @DicaVeterinaria reuniu os principais sinais comportamentais e físicos que os cães podem apresentar após os 7 anos. Veja o vídeo abaixo e saiba o que deve observar:
Como adaptar a casa para um cachorro idoso?
À medida que o animal envelhece, pequenas adaptações em casa podem ter um grande impacto na sua rotina. A ideia é diminuir esforços desnecessários e aumentar a segurança dentro de portas.
Tapetes antiderrapantes são úteis para reduzir o risco de escorregadelas, e camas mais confortáveis ajudam a aliviar o incómodo nas articulações. Também faz diferença colocar os recipientes de água e de comida em locais mais acessíveis, para que o cão se mova com menos dificuldade ao longo do dia.
Por que as consultas veterinárias precisam ser mais frequentes?
Com o avançar da idade, cresce a probabilidade de aparecerem doenças crónicas, problemas nas articulações, alterações cardíacas e outras condições que podem evoluir sem sinais evidentes. Por esse motivo, o acompanhamento veterinário torna-se ainda mais importante na rotina do animal.
As avaliações e os exames regulares ajudam a detectar alterações numa fase inicial e a iniciar cuidados antes de as situações se agravarem. Além disso, o profissional pode adequar a alimentação, indicar suplementos quando fizer sentido e orientar sobre os melhores cuidados para manter o pet saudável. Quanto mais cedo estas medidas forem implementadas, maiores serão as hipóteses de o cão viver os anos de maturidade com conforto, energia e qualidade de vida.
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