Num momento em que vários fabricantes europeus pedem à União Europeia (UE) que alivie as metas de emissões, a Audi posiciona-se no sentido inverso.
Audi apoia o fim do motor de combustão interna na UE em 2035
Em declarações à revista alemã Wirtschaftswoche, Gernot Döllner, diretor-executivo da marca, manifestou apoio ao término da venda de automóveis novos com motor de combustão interna na UE já a partir de 2035.
O “vai e vem” dos construtores e a incerteza dos consumidores
Para Döllner, este constante “vai e vem” por parte dos construtores automóveis acaba por gerar insegurança junto dos consumidores. Por isso, considerou os pedidos para suavizar as metas como “contraproducentes”.
“Não conheço tecnologia melhor do que o automóvel elétrico para reduzir as emissões de CO₂ nos transportes nos próximos anos. Mesmo além da proteção climática, o automóvel elétrico é simplesmente a melhor tecnologia”.
Gernot Döllner, diretor-executivo da Audi
A Audi será 100% elétrica até 2035?
Apesar de se ter mostrado favorável ao fim dos motores de combustão a partir de 2035, a Audi está entre os construtores que decidiram adiar o objetivo de se tornarem totalmente elétricos.
A empresa alemã tinha, numa fase inicial, a meta de ser 100% elétrica até 2032, mas no início deste ano comunicou que esse prazo seria “reavaliado”.
Vendas de elétricos abaixo do esperado e foco nos híbridos de carregamento externo
A principal razão para este adiamento está ligada a vendas de veículos elétricos aquém do previsto, em especial no mercado europeu. Em 2024, a Audi comercializou 1,67 milhões de unidades, menos 11,8% do que em 2023, e desse total apenas 164 mil eram elétricas - uma descida de 8%.
Nessa altura, Döllner admitiu que a transição para a eletrificação “seria mais longa do que o originalmente planeado”. Até que essa mudança se consolide, a marca continuará a investir em motorizações a combustão, com uma aposta marcada nos híbridos com carregamento externo como solução intermédia.
Por esse motivo, é expectável que a Audi mantenha durante mais tempo do que o antecipado a oferta de modelos a combustão. “Uma extensão dos motores de combustão terá um impacto positivo no nosso modelo de negócio”, afirmou Döllner na altura.
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