O pequeno queijo redondo com a cobertura vermelha faz parte das memórias de infância de muita gente - mas quase ninguém sabe o que, ao certo, compõe essa camada que envolve o queijo.
Hoje, no supermercado, já não se olha apenas para açúcar, gordura e calorias. Cada vez mais, ganha importância outra pergunta: afinal, de que são feitas as embalagens que manuseamos todos os dias - e haverá partes delas que, de alguma forma, podem acabar em contacto com o alimento? Um exemplo muito conhecido é o mini-queijo com a famosa camada vermelha. Protege, destaca-se de imediato na prateleira, mas o que significa isso do ponto de vista químico e ambiental?
Porque é que o Babybel tem uma cobertura vermelha tão marcante
Este queijo redondo com “casaco” vermelho é, para muitos, um snack clássico para a lancheira. É pequeno, cómodo e vai facilmente para caixas de almoço, mochilas e cestos de piquenique. E o facto de aguentar bem estas viagens não depende apenas do teor de gordura ou da textura do queijo, mas sobretudo do seu sistema de embalagem em várias camadas.
Na prática, a cobertura vermelha funciona como se fosse uma casca de queijo. Depois de produzido, o queijo é armazenado durante várias semanas para maturar. Para que, nesse período, não seque, não perca a forma e se mantenha protegido de microrganismos, precisa de uma camada protetora densa, mas segura. É precisamente aqui que entra a camada vermelha tão característica.
A cobertura vermelha substitui a casca do queijo: protege contra bactérias, desidratação e danos durante o transporte - e é considerada segura para contacto alimentar.
A camada vermelha: uma cera específica, não plástico
À primeira vista, muita gente assume que a cobertura vermelha é plástico. No entanto, trata-se de uma mistura de ceras autorizada para contacto com alimentos.
De que é feita a cera
A camada vermelha é composta por vários elementos:
- cera de parafina
- cera microcristalina
- um corante vermelho para a aparência típica
As ceras de parafina e microcristalina resultam, regra geral, do processamento de petróleo. Pode soar pouco apetecível, mas a utilização neste contexto é fortemente regulamentada. As qualidades usadas têm de estar aprovadas para contacto alimentar e cumprir requisitos rigorosos. Segundo o fabricante, a cera não contém, entre outras substâncias, Bisfenol A - um dos aditivos de plásticos mais debatidos.
Esta camada de cera vermelha é concebida para proteger mecanicamente o queijo, reter a humidade e isolar a superfície contra bolores e bactérias. No dia a dia, isso traduz-se em maior frescura por mais tempo, mesmo quando o queijo vai “aos solavancos” dentro da mochila.
A cera faz mal se for engolida por acidente?
Muitos lembrar-se-ão de episódios da infância: um descuido e um pedacinho da camada vermelha acaba na boca. A dúvida é imediata: será perigoso?
De acordo com a marca, a cera é considerada segura para contacto alimentar. Não é um componente pensado para ser ingerido, mas, quando engolida acidentalmente em quantidades normais, não há problemas de saúde conhecidos associados. Em geral, o organismo elimina este tipo de substâncias sem alterações.
Ainda assim, no uso habitual, a cobertura vermelha deve ser deitada no lixo indiferenciado e não deve ficar na boca - sobretudo no caso de crianças pequenas, que podem engasgar-se com pedaços maiores.
A película exterior: porque é que o “filme de plástico” não o é
Ao retirar o queijo da embalagem, a primeira coisa que se encontra é uma película muito fina e transparente, colocada por cima da cobertura vermelha. Muita gente toma-a como uma película plástica comum - mas, tecnicamente, não é isso que acontece.
A película transparente à volta do queijo é feita de celofane - um material à base de madeira, e não de plástico convencional.
O que é, ao certo, o celofane
O celofane é essencialmente composto por celulose, uma matéria-prima obtida a partir de madeira. O fabricante indica que as fibras de madeira usadas deverão provir de florestas certificadas. Este material cumpre várias funções:
- protege a camada de cera contra riscos e marcas de pressão
- evita que o queijo, com a cera, fique colado a outras superfícies
- mantém o aspeto visual limpo e assegura uma apresentação uniforme na prateleira
Para quem se preocupa com o impacto ambiental, há um ponto relevante: o celofane pode ser compostável. Em condições adequadas, consegue degradar-se biologicamente. Quem tiver um compostor no jardim pode colocar lá esta película fina, desde que não esteja misturada com outros resíduos.
Rede, cartão e outros elementos: o que mais faz parte da embalagem
Quem compra várias unidades reconhece a rede típica que junta os queijos. Essa rede continua a ser de plástico, mas, segundo o fabricante, consome menos material do que uma embalagem em película mais espessa.
Para o transporte desde a fábrica até às lojas, o fabricante afirma utilizar caixas de cartão feitas com material totalmente reciclado. Com isso, a marca procura reduzir a pegada ecológica da logística - um tema a que muitas empresas do sector alimentar têm dado especial atenção.
| Componente da embalagem | Material | Função |
|---|---|---|
| cobertura vermelha | ceras de parafina e microcristalina + corante | proteção como uma casca de queijo, barreira contra microrganismos e desidratação |
| película transparente | celofane (celulose) | proteção da camada de cera, evita que cole, limpeza visual |
| rede | fio/plástico | agrupamento de vários queijos com um consumo relativamente baixo de material |
| caixa de transporte | cartão reciclado | proteção no transporte da fábrica para as lojas |
Quão ecológica é, de facto, esta embalagem?
A camada de cera vermelha assenta em matérias-primas fósseis, ou seja, não é uma cera natural biodegradável como a cera de abelha. Por isso, acaba no lixo indiferenciado. A vantagem é ser muito resistente, exigir apenas uma camada fina e proteger o queijo durante bastante tempo. A desvantagem é contribuir para a quantidade de resíduos não biodegradáveis.
Já a película de celofane tem melhor desempenho neste aspeto. Por ser à base de madeira, pode decompor-se em condições apropriadas e ser processada em instalações de compostagem. No compostor doméstico, a velocidade de degradação depende muito da temperatura, da humidade e da presença de microrganismos. Para evitar dúvidas, o mais sensato é seguir as orientações do serviço de recolha de resíduos da sua zona.
A rede deve ser colocada no ecoponto/contentor amarelo, tal como outras embalagens de plástico, para que possa seguir para reciclagem. Na prática, porém, estas redes nem sempre são recicladas sem dificuldades, por serem leves e poderem enredar-se nos equipamentos das centrais de triagem.
O queijo é seguro - incluindo para grávidas e vegetarianos?
A marca também esclarece perguntas frequentes sobre o conteúdo do queijo redondo. É produzido com leite pasteurizado. Isso faz com que seja um produto que, ao contrário de queijos de leite cru, pode ser consumido por grávidas sem preocupação - desde que a cadeia de frio seja mantida e o queijo seja guardado no frigorífico.
Para vegetarianos, a questão costuma centrar-se no tipo de coalho/enzima utilizada. Segundo o fabricante, não são usados componentes de origem animal como carne ou peixe. Assim, quem segue uma alimentação vegetariana pode incluir este queijo, desde que consuma lacticínios.
O que os consumidores podem reter
Se até aqui a cobertura vermelha lhe parecia plástico, vale a pena reavaliar: trata-se de uma cera técnica que funciona como uma “casca” artificial e cujo uso em contacto com alimentos é regulado. No dia a dia, deve ser descartada no lixo indiferenciado e não deve ser mastigada de propósito.
A película transparente, por sua vez, mostra como algumas películas plásticas podem ser parcialmente substituídas: o celofane é à base de madeira e pode ser compostável em determinadas condições. Materiais deste tipo têm ganho relevância na indústria alimentar, precisamente porque muitos consumidores procuram alternativas às embalagens exclusivamente de plástico.
Para lidar com este tipo de resíduos de forma mais consciente, estas regras práticas ajudam:
- cobertura vermelha: colocar no lixo indiferenciado
- rede: colocar no ecoponto/contentor amarelo
- celofane: conforme as regras locais, colocar no lixo orgânico ou no lixo indiferenciado; no compostor doméstico, apenas em pequenas quantidades
Assim, é possível continuar a desfrutar de um snack associado à infância também na vida adulta, com mais clareza sobre o que a camada vermelha faz e como deve ser encarada.
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