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Teoria das Cores para Olheiras: Como Acertar no Corretivo

Mulher a aplicar maquilhagem colorida no rosto sentada à mesa com espelho e paleta de sombras.

Às 19h, numa terça-feira, no corredor de beleza de uma drogaria, vi uma mulher levantar três tons diferentes de corretivo até à zona abaixo dos olhos. Apertava os olhos e olhava para a câmara do telemóvel como se estivesse a resolver um problema de matemática. Pegava num tom, largava-o, pegava noutro, murmurando qualquer coisa sobre “laranja versus amarelo”, enquanto outras pessoas passavam espremidas ao lado do carrinho.

A luz fluorescente não ajudava em nada - e, para ser sincera, aquilo fez-me lembrar as minhas próprias compras falhadas: corretivos “promessa de milagre” que acabaram esquecidos em gavetas da casa de banho. Quase toda a gente já passou por isto: compramos a suposta solução perfeita e, quando finalmente experimentamos, ficamos com um efeito estranho, como se tivéssemos “olheiras ao contrário”. A realidade é simples: a maioria de nós escolhe a cor do corretivo de forma totalmente errada.

Porque é que as suas olheiras têm cores diferentes (e porque é que isso importa)

As olheiras não são apenas “escuras”. Na prática, elas trazem subtóns variados - um verdadeiro espectro que muita gente nunca observa com atenção. Em algumas pessoas puxam para o roxo-azulado; noutras, para castanho ou até para verde. E há quem tenha uma mistura que muda consoante as horas de sono da noite anterior. A cor que vê não aparece por acaso: é um sinal que junta genética, hábitos e, sim, aquelas maratonas tardias de séries.

A minha amiga Sara passou anos a usar o mesmo corretivo pêssego que a irmã mais velha lhe tinha recomendado. Mesmo com produtos caros, sentia que ficava sempre com um ar ligeiramente doente. Até ao dia em que tirou uma foto de perto, em luz natural, e percebeu que o tom das olheiras era mais roxo do que castanho. Mudou a correção de cor - e, de repente, começaram a perguntar-lhe se tinha feito um tratamento de rosto. Às vezes, um ajuste mínimo muda tudo.

O que está por trás disto é mais técnico do que parece: os vasos sanguíneos por baixo da pele fina da zona do contorno dos olhos criam reflexos diferentes consoante a profundidade e o seu tom de pele. Quando estão mais à superfície, tendem a parecer azuis ou roxos; quando estão mais profundos, podem dar um aspeto mais castanho ou esverdeado. Some-se a isto alergias, desidratação ou danos solares, e fica com uma “assinatura” de cor muito própria - que pede uma solução específica.

A explicação de teoria das cores que funciona mesmo

Olheiras azuis e roxas pedem corretor laranja ou pêssego - é a lógica clássica das cores opostas no círculo cromático. Se consegue ver veias azuladas ou se a zona tem um aspeto de nódoa negra, os tons com base alaranjada ajudam a neutralizar essa frieza. Muitas paletas de “correção de cor” de supermercado incluem exatamente um tom pêssego-alaranjado por este motivo.

Olheiras com subtom verde ou azeitona (sim, existem) costumam resultar melhor com corretor vermelho ou rosa. Pode soar estranho à primeira vista, mas os subtóns esverdeados são mais comuns do que se pensa, sobretudo em tons de pele mais escuros. E sejamos honestas: quase ninguém fala de olheiras verdes porque são mais difíceis de identificar - mas, quando aprende a reconhecê-las, começa a notá-las em todo o lado.

As olheiras castanhas, que são as mais frequentes, beneficiam de corretores amarelos ou dourados para iluminar e dar um aspeto mais levantado à zona. Muita gente com olheiras castanhas salta a etapa da correção de cor e vai diretamente para o corretivo - e isso pode funcionar, desde que a escureza não seja muito marcada.

“A teoria das cores não é uma parvoíce das aulas de artes - é a diferença entre parecer acordada e parecer que não dorme há semanas”, diz a maquilhadora de celebridades Jamie Paige.

  • Tire fotografias às olheiras sem maquilhagem, com luz natural do dia
  • Observe o subtom dominante, e não apenas o nível de escuridão
  • Experimente os corretores primeiro na parte interna do pulso - o tom de pele é parecido com o da zona abaixo dos olhos
  • Aplique em camadas finas; pode sempre aumentar a cobertura gradualmente

Fazer as pazes com a sua situação única de olheiras

A indústria da beleza gosta de vender a ideia de que existe um único tom de corretivo “perfeito” para toda a gente - mas isso é tão irrealista como dizer que há umas calças de ganga ideais para todos os corpos. A história de cor do seu contorno dos olhos é tão individual como uma impressão digital e, honestamente, isso tem a sua beleza.

Haverá dias em que as olheiras parecem mais roxas; noutros, mais castanhas. E isso é normal. Não é falta de cuidado nem “erro” seu - é apenas a combinação de luz, cansaço e o que está a acontecer no seu corpo.

Ponto-chave Detalhe Valor para quem lê
Olheiras Roxas/Azuis Use corretores laranja ou pêssego Remove rapidamente o aspeto de “nódoa negra”
Olheiras Verdes/Azeitona Aplique corretores vermelhos ou rosa Ilumina e aquece toda a zona dos olhos
Olheiras Castanhas Escolha corretores amarelos ou dourados Dá uma cobertura natural que não fica acinzentada

Perguntas frequentes:

  • Posso usar só corretivo normal sem correção de cor? Pode, mas vai precisar de mais produto e, mesmo assim, a cor pode continuar a “transparecer”, sobretudo em olheiras mais marcadas.
  • Como sei se as minhas olheiras são mesmo esverdeadas? Tire uma foto em luz natural e compare com exemplos de olheiras azuladas online - as verdes parecem mais “baças” e turvas do que um roxo de nódoa negra.
  • O corretor deve ser mais claro ou mais escuro do que a minha pele? Dê prioridade ao subtom, não à profundidade: o objetivo do corretor é neutralizar a cor, não necessariamente clarear.
  • Os corretores caros são melhores do que os de supermercado? Não obrigatoriamente - a teoria das cores funciona da mesma forma em qualquer preço, embora a textura e a facilidade de esfumar possam variar.
  • E se as minhas olheiras mudarem de cor ao longo do dia? É normal por causa da iluminação, do cansaço e de alterações no fluxo sanguíneo - mantenha-se fiel ao subtom que aparece com mais frequência.

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