Cristiano Ronaldo fez a antevisão ao duelo Portugal-Espanha, a contar para os oitavos de final do Mundial 2026, marcado para segunda-feira, a partir das 20 horas. O capitão falou ainda das críticas de que tem sido alvo e mostrou-se confiante em chegar aos "quartos".
Portugal-Espanha no Mundial 2026: ambiente da equipa e papel de Ronaldo
"Tem sido uma experiência bonita, estamos a melhorar a cada jogo. Não está fácil para ninguém, como temos visto. Treinamos bem, a equipa está tranquila", começou por dizer, antes de se debruçar sobre a sua importância na seleção. "Estou sempre de corpo e alma. Jogando ou não, terei sempre um papel importante. Terminarei, como disse há uns anos, quando eu quiser. Acho que é uma perda de tempo fazerem sempre a mesma pergunta. O mais importante é jogarmos bem amanhã e ter fé que vamos passar", afirmou.
CR7 e o Mundial 2026: a dimensão emocional
Para CR7, este tem sido o Mundial mais especial. "Está a ser uma experiência espetacular. Dá para refletir que o futebol vai mais além do que o dentro de campo. É alegria das pessoas, união, pessoas a chorarem por verem jogadores. De todos os Mundiais que joguei, será aquele que mais recordarei pela paixão das pessoas. Não sei a razão, mas tem sido, nesse aspeto emocional, o melhor. Tenho desfrutado bastante nesse aspeto", admitiu.
Críticas, função em campo e expectativa para segunda-feira
O capitão da seleção nacional voltou a abordar as críticas que diz receber - e que, garante, o ajudam a evoluir. "Obviamente que não sou cego, tenho visto os ataques que fazem constantemente à minha pessoa. Mas isso não é novo. Até agradeço muitas vezes, é viver um capítulo diferente na minha vida. Aprendi isso depois dos 40. Espero viver mais 40 anos e estar preparado. De onde vêm as grandes críticas, é de onde crescemos mais. E agradeço-vos, porque cresço e apareço cada vez mais", comentou.
Confrontado com a possibilidade de estar no seu melhor diante de Espanha, Ronaldo acredita que sim e sublinha que cumpre o que lhe é pedido. "A minha função é fazer aquilo que o míster pede. Não jogo na Seleção como jogo no Al Nassr, onde tenho mais liberdade. Temos de perceber que temos funções diferentes. Sou um jogador mais aproximado da área, com a missão de agarrar os centrais. Mas vocês sabem que se a bola chegar lá e houver oportunidade, vou metê-la lá dentro. Sabemos que o adversário é super difícil, mas estou com aquela fé de que vai correr bem".
Sobre o que tem feito no torneio, o avançado deixou a sua leitura. "Acredito que não estou assim tão mal. Fiz 3 golos. Há outros que fizeram mais porque estão muito bem. Mas eu não estou mal, acredito... A ver se amanhã marco um golito", rematou, deixando no ar a ideia de que poderá estar a disputar o seu último Mundial.
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