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Maxime Prévot diz ser “incompreensível” reversão do cartão vermelho de Farolin Balogun pela FIFA e questiona Donald Trump

Homem de terno observa jogo de futebol num ecrã, com bandeiras da Bélgica ao fundo e bola de futebol na secretária.

Reacção do ministro belga Maxime Prévot

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, classificou esta segunda-feira como "incompreensível" a decisão da FIFA de retirar os efeitos do cartão vermelho mostrado ao avançado norte-americano Farolin Balogun e levantou dúvidas sobre um eventual envolvimento de Donald Trump.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, o governante belga deixou um aviso claro: "Se um telefonema for realmente a razão desta decisão incompreensível, seria um flagrante desrespeito pelas regras mais básicas do futebol e do desporto".

Prévot pronunciou-se a poucas horas do encontro do Mundial2026 entre Estados Unidos e Bélgica, depois de a FIFA ter "revertido" no domingo a suspensão aplicada ao jogador, o que abre a porta a Balogun alinhar na partida.

Alegada intervenção de Donald Trump e resposta da UEFA

Segundo vários órgãos de comunicação social, incluindo o "The New York Times", o "The Guardian" e a "Associated Press", Donald Trump terá solicitado, através de um telefonema, ao presidente da FIFA que reconsiderasse o castigo aplicado ao melhor marcador da selecção dos Estados Unidos.

Na sequência da decisão do organismo, o presidente norte-americano escreveu na sua rede social: "Obrigado, FIFA, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça".

A reversão do castigo motivou também uma reacção da UEFA, a entidade que tutela o futebol europeu, que indicou hoje em comunicado que a situação representou o "ultrapassar de uma linha vermelha".

O lance da expulsão e o enquadramento do jogo do Mundial2026

A expulsão de Balogun frente à Bósnia ocorreu depois de o jogador ter atingido por trás o calcanhar de um adversário, num lance entendido como falta grave e punível com cartão vermelho.

Ainda hoje, o comissário europeu Glenn Micaleff afirmou que "cabe às entidades desportivas e não aos políticos" definir as regras no desporto, numa referência à alegada interferência política do presidente dos Estados Unidos. "Exercer influência sobre as decisões desportivas minaria a autonomia do desporto", alertou o membro da Comissão Europeia responsável pela pasta do desporto, numa publicação na rede social X.

Os Estados Unidos e a Bélgica medem forças na próxima madrugada (01:00 em Lisboa), em partida dos oitavos de final do Mundial2026 marcada para o Lumen Field, em Seattle.

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