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Joseph Aoun felicita Donald Trump no 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos

Presidente dos EUA e general libanês apertam mãos com mapa à frente e bandeiras do Líbano e EUA ao lado.

Mensagem de Joseph Aoun a Donald Trump

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, enviou este sábado uma mensagem de felicitações a Donald Trump pelo 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, pedindo ao líder norte-americano que mantenha o apoio ao Governo e ao Exército libaneses.

"Não há dúvida de que a história da relação entre o Líbano e os EUA é antiga e profundamente enraizada, tão antiga quanto os princípios e valores humanos e sociais que uniram a sua visão", declarou Aoun, numa comunicação dirigida ao presidente dos Estados Unidos.

Segundo a mensagem divulgada pela agência noticiosa estatal libanesa NNA, o chefe de Estado acrescentou que "hoje, esta relação fortalece-se graças à sua determinação e aos seus esforços incansáveis para restabelecer a segurança no Médio Oriente em geral, e no Líbano em particular". "Apreciamos os seus esforços neste sentido e exortamo-lo a continuar a apoiar firmemente as causas justas do Líbano, bem como as suas instituições, o seu exército e o seu povo, para que possamos deixar para trás as guerras, as tragédias e a dor, e abrir uma nova página de esperança, paz e estabilidade", sublinhou.

Acordo-quadro Líbano–Israel e posições opostas

Aoun enquadrou estas declarações na mediação dos Estados Unidos que levou, a 26 de junho, à assinatura do acordo-quadro alcançado com Israel para a paz entre os dois países. O presidente libanês considera-o um "primeiro passo" rumo à recuperação da plena soberania do Líbano e garante que continuará a trabalhar até atingir esse objetivo.

Em sentido contrário, o grupo xiita libanês Hezbollah classifica o acordo como "uma humilhação, uma vergonha e uma renúncia à soberania", assegurando que vai prosseguir a luta no terreno até Israel retirar as suas tropas do sul do Líbano.

Declarações de Washington, negociações e “zonas piloto”

Também este sábado, a embaixada dos Estados Unidos em Beirute assinalou o 250.º aniversário da independência norte-americana com um comunicado, no qual reiterou: "É com grande orgulho que apoiamos o povo do Líbano enquanto este constrói um futuro mais brilhante: um futuro de paz, prosperidade e esperança há muito esperado".

Israel e o Líbano rubricaram um acordo-quadro em Washington, com o objetivo declarado de preparar o caminho para a "paz e segurança duradouras" entre ambos. No momento em que o entendimento foi anunciado pelas delegações israelita e libanesa, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Exército do seu país continuará no Sul do território libanês até que o Hezbollah, aliado do Irão, entregue as suas armas.

Ainda assim, Israel vai autorizar o Exército libanês a assumir o controlo de "duas zonas piloto": uma a Sul do rio Litani e outra a Norte, a cerca de 30 quilómetros da fronteira entre os dois países.

Sob os auspícios dos Estados Unidos, Líbano e Israel iniciaram negociações diretas em Washington em meados de abril, apesar da oposição do Hezbollah; nessa altura, foi acordado um cessar-fogo que nunca chegou a ser respeitado.

Trégua, ataques e impacto humano no Líbano

O memorando de entendimento negociado entre os Estados Unidos e o Irão para suspender a guerra - desencadeada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica - estabelece "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano. O texto determina ainda que deve ser assegurada a integridade territorial libanesa, numa referência à presença de forças israelitas no sul do país.

Apesar da trégua, Israel executa ataques quase todos os dias contra alegados alvos do Hezbollah e justifica a ocupação no país vizinho como uma medida de segurança destinada a proteger o seu território da ameaça que atribui ao grupo xiita libanês.

Por seu lado, o Irão tem advertido repetidamente que as conversações para um acordo de paz definitivo com Washington ficam em risco devido à continuação dos ataques israelitas no Líbano.

Desde 2 de março, pelo menos 4.240 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde libanês, na sequência dos ataques israelitas, que provocaram igualmente mais de um milhão de deslocados.

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