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O exercício que a Harvard Health recomenda para reduzir a gordura visceral

Mulher a correr num parque urbano com roupa desportiva e relógio, ao final da tarde.

A gordura visceral acumula-se no interior da cavidade abdominal, à volta de órgãos como o fígado, o pâncreas e os intestinos. De acordo com a Harvard Health, este tipo de gordura está associado a um maior risco cardiometabólico, e o exercício físico pode ajudar a diminuí-la quando junta actividade aeróbica, treino de força e consistência ao longo do tempo. O essencial não é fazer abdominais, mas sim envolver o corpo todo com a intensidade certa.

Porque é que a gordura visceral preocupa mais do que a gordura visível?

A gordura visceral não é a mesma coisa que a gordura subcutânea, que se nota logo por baixo da pele. Está localizada mais profundamente, envolve os órgãos internos e pode contribuir para processos inflamatórios ligados a hipertensão, alterações da glicose e agravamento do perfil metabólico.

Por isso, olhar apenas para o peso na balança nem sempre reflecte o risco real. A Harvard Health refere a circunferência da cintura como um indicador prático para suspeitar de excesso de gordura abdominal, embora exames como a ressonância magnética e a tomografia computorizada sejam mais exactos.

Que exercício a Harvard Health destaca para combater esta acumulação?

A Harvard Health salienta que combinar exercício aeróbico com treino de força é a abordagem mais consistente para reduzir - ou impedir que aumente - a gordura visceral. Caminhada em passo rápido, corrida, bicicleta e natação contribuem para elevar o gasto energético, enquanto o treino de força ajuda a preservar e a aumentar a massa muscular.

Opções de treino que se enquadram nesta estratégia incluem:

  • Caminhada rápida para manter o coração a trabalhar durante mais tempo.
  • Treino de força para aumentar massa magra e gasto energético.
  • Treino intervalado para alternar esforço elevado e recuperação.
  • Exercícios com o peso do corpo, como agachamentos e flexões adaptadas.
  • Actividades contínuas, como bicicleta, corrida leve ou natação.

O HIIT surge como alternativa eficiente quando a pessoa já tem condição física e autorização profissional. Estudos sobre treino de alta intensidade apontam para redução de gordura abdominal e visceral, mas a intensidade tem de ser ajustada ao nível físico de cada pessoa.

Porque é que os abdominais não eliminam gordura visceral?

Os abdominais fortalecem os músculos da zona, mas não removem directamente gordura localizada. A Harvard Health explica que os exercícios focados podem tornar a musculatura abdominal mais firme, porém não conseguem, por si só, reduzir a gordura visceral.

Para diminuir esta acumulação, o corpo precisa de maior gasto energético, melhoria metabólica e um estímulo muscular mais global. É por isso que um plano com caminhada rápida, treino de força e intervalos controlados tende a ser mais útil do que fazer centenas de repetições de abdominais.

Como montar uma rotina segura para começar?

Uma rotina inicial pode juntar 30 a 60 minutos de actividade aeróbica moderada em três ou mais dias por semana, com sessões de força em dias alternados. A Harvard Health aponta este tipo de combinação como uma forma de aceder à gordura visceral armazenada.

Para começar com segurança:

  • Comece por caminhada rápida se esteve parado durante muito tempo.
  • Inclua treino de força duas vezes por semana.
  • Use intervalos curtos de maior intensidade apenas quando houver preparação.
  • Evite prender a respiração durante exercícios com carga.
  • Procure avaliação profissional se tiver dor no peito, tonturas ou doença cardíaca.

O treino de força pode ser feito com pesos, bandas elásticas, máquinas ou com o próprio peso corporal. Movimentos como agachamento, remada, avanço, flexão adaptada e levantamento de peso com técnica correcta recrutam grandes grupos musculares e aumentam as necessidades energéticas do organismo.

O que é que realmente faz a gordura visceral diminuir?

A redução da gordura visceral resulta da repetição de estímulos que envolvem grandes grupos musculares, aumentam a frequência cardíaca e preservam massa magra. O treino aeróbico ajuda a gastar energia durante a sessão, enquanto o treino de força melhora a composição corporal e protege contra a perda de músculo.

Os melhores resultados surgem quando a rotina combina movimento, sono adequado e alimentação consistente. A Harvard Health reforça que caminhada rápida, treino de força e outras actividades aeróbicas podem reduzir ou travar a gordura visceral; a chave é manter uma frequência suficiente para o corpo responder para lá de uma única semana de treino.

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