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21 flores anuais para canteiros e vasos, com cosmos (Cosmos)

Pessoa a plantar flores coloridas numa horta elevada com regador e luvas ao lado.

Quem não quer esperar anos por canteiros cheios aposta em flores anuais: desenvolvem-se depressa, florescem durante muitos meses e permitem variar as combinações de ano para ano. Há variedades perfeitas para quem está a começar e outras que transformam o canteiro num verdadeiro refúgio para abelhas e borboletas. A seguir encontra 21 flores anuais capazes de converter um pedaço de terra banal num cenário de jardim realmente bonito - com destaque para as encantadoras cosmos (Cosmos).

O que torna as flores anuais tão apelativas

As flores anuais germinam, crescem, florescem, formam semente e completam o ciclo no mesmo ano. À primeira vista pode parecer pouco duradouro, mas para jardineiros amadores isso traz vantagens claras.

  • Resultado rápido: em poucas semanas passam de semente a flor.
  • Design flexível: todos os anos dá para experimentar novas paletas de cores.
  • Muitas vezes mais económico: inúmeras espécies crescem facilmente a partir de semente.
  • Óptimas para vasos e floreiras: ideais quando não existe canteiro disponível.
  • Íman para polinizadores: muitas atraem abelhas, abelhões e borboletas.

"Quem semeia cedo no ano ou planta jovens plantas pode desfrutar de canteiros quase sempre em flor, da primavera até ao outono."

Estrelas românticas para canteiros e ramos

Ervilha-de-cheiro (Sweet Pea)

A ervilha-de-cheiro é uma trepadeira que sobe por obeliscos, vedações ou guardas de varanda e dá-se melhor com tempo mais fresco. Em sol pleno ou ligeiramente filtrado, oferece do fim da primavera ao início do verão uma abundância de flores delicadas, muitas delas com um perfume doce muito intenso. Cortar com frequência para a jarra estimula o aparecimento de novos botões.

Ammi, a flor de corte elegante

O ammi lembra uma versão mais silvestre e rendilhada da cenoura, com umbelas brancas muito leves. Prefere sol pleno, floresce no verão e é excelente para ramos descontraídos de estilo “country”. As plantas semeadas costumam auto-sementar, pelo que no ano seguinte é comum surgirem pequenas plântulas.

Centáurea

As centáureas parecem feitas de papel crepe. O tom mais procurado é o azul intenso típico, embora existam também variedades cor-de-rosa e brancas. Em sol pleno, começam geralmente no início do verão e mantêm-se até a meio da estação. Se retirar as flores murchas de forma consistente, a floração prolonga-se bastante.

Papoila

Com pétalas finíssimas, quase de papel, erguidas em hastes altas, as papoilas são inconfundíveis. Desenvolvem-se melhor em sol pleno e entram em cena no final da primavera. A gama de cores vai do vermelho clássico a tons pastel. Muitas cultivares são, na verdade, perenes de vida curta, mas em jardins domésticos são frequentemente tratadas como anuais.

Cosmos (Cosmos)

As cosmos são um clássico descomplicado de qualquer jardim de verão. Em sol pleno, produzem flores continuamente do verão ao outono, desde que sejam cortadas com regularidade ou que se removam as cabeças florais já passadas. A paleta vai do branco e creme ao rosa suave e ao fúcsia mais marcado. Em jarra duram mais do que se espera e dão um toque leve e brincalhão a qualquer ramo.

Floríferas incansáveis para floreiras e vasos

Alisso-doce (Sweet Alyssum)

De porte baixo, o alisso-doce funciona muito bem em coroamentos de muros, vasos e floreiras de varanda. Tem um perfume suave a mel e flores em branco, rosa e lilás claro. Em sol pleno a meia-sombra, forma tapetes densos e aguenta - conforme o tempo - desde a primavera até à primeira geada mais forte.

Gérbera

As gérberas são um autêntico “levanta-humor”. Além de brilharem em arranjos, também resultam bem em canteiros e em vasos. Em zonas de inverno ameno, podem atravessar a estação fria; em regiões mais frescas é preferível tratá-las como anuais. Sentem-se bem em sol pleno a meia-sombra e, em locais muito quentes, agradecem alguma sombra durante a tarde.

Petúnia

As petúnias estão entre as opções mais fáceis para cestos suspensos, floreiras e canteiros. Em sol pleno, mantêm um espectáculo de cor quase contínuo da primavera ao outono. Algumas selecções, como a “Supertunia Vista”, crescem com grande vigor e cobrem o recipiente de flores com pouca exigência de manutenção.

Begónia

As begónias são conhecidas pela resistência. Florescem em branco, rosa e vermelho e muitas variedades nem sequer precisam de ser “despimpadas” ou podadas. Consoante o tipo, toleram sol pleno ou preferem meia-sombra. No outono, é possível desenterrar os tubérculos e guardá-los sem geada para voltar a usar no ano seguinte.

Gerânio

Os gerânios são presença habitual em entradas de casas, parapeitos e pequenos jardins frontais. As variedades erectas adaptam-se a canteiros e floreiras; as pendentes criam um efeito vistoso ao “cair” para fora dos vasos. Em sol pleno a meia-sombra, florescem da primavera até ao outono e lidam bem com dias de calor.

Clássicos de cor intensa para canteiros e jardim campestre

Chagas

As chagas estão entre as flores mais simples de obter a partir de semente. Aceitam tanto sol pleno como alguma meia-sombra e florescem do verão ao outono. Os tons variam do amarelo ao salmão e ao vermelho vivo. Muitas variedades são comestíveis e ficam especialmente apelativas quando as flores entram na salada.

Nigella (Jungfer im Grünen)

Estas anuais delicadas, com folhagem muito fina e cápsulas de semente invulgares, ficam particularmente bonitas junto a vedações e margens de caminhos. A nigella prefere sol pleno e gosta mais de temperaturas frescas; consoante a época de sementeira, floresce na primavera ou no outono. Se deixar algumas plantas formarem semente, é habitual aparecerem novas plântulas no ano seguinte.

Zínia

As zínias são robustas e adoram sol. Em exposição plena, oferecem do verão ao outono flores grandes e chamativas em quase todas as cores. A altura pode ir de cerca de 30 cm a mais de 1 m, o que as torna úteis tanto na frente como no fundo do canteiro. Abelhas, borboletas e outros polinizadores são atraídos quase de forma “magnética”.

Calêndula (Marigold)

As calêndulas são económicas, pouco exigentes e florescem com regularidade ao longo do verão. Preenchem rapidamente espaços vazios no canteiro e trazem amarelos e laranjas quentes. Em sol pleno mostram o melhor desempenho e adaptam-se bem a solos relativamente pobres. Muitos jardineiros colocam-nas entre hortícolas porque atraem vários insectos auxiliares.

Boca-de-lobo (Snapdragon)

As bocas-de-lobo acrescentam estrutura, graças às hastes florais verticais que dão altura e cor. Em sol pleno, começam cedo na estação e mantêm-se até ao pico do verão. Suportam algum frio, pelo que são uma boa escolha para plantações precoces, quando o jardim ainda está mais despido.

Amantes do sol com impacto garantido

Girassol

Os girassóis são clássicos ideais para iniciantes. As sementes germinam rapidamente, as plantas ganham altura com vigor e, conforme a variedade, produzem flores enormes ou mais pequenas. Em sol pleno, florescem do fim do verão ao outono. Para além do amarelo tradicional, existem hoje opções atraentes em borgonha, castanho-chocolate ou rosa suave.

Dália

As dálias trazem exuberância no final do verão. Preferem pleno sol e recompensam do fim do verão até à primeira geada com uma diversidade enorme de formas e cores: desde “pompons” arredondados a variedades que lembram peónias. Em regiões frias, os tubérculos devem ser retirados no outono e guardados sem geada. No ano seguinte, costumam rebentar com ainda mais força.

Crisântemo

Os crisântemos devolvem cor quando muitas flores de verão já começam a abrandar. Gostam de sol pleno e florescem do fim do verão até à geada. Embora sejam perenes do ponto de vista botânico, em jardins domésticos são muitas vezes usados como anuais, porque plantas de vaso colocadas tarde têm pouco tempo para criar um sistema radicular forte antes do inverno.

Flores para dias frescos e recantos com menos sol

Angelonia (Sommerlöwenmaul)

A angelonia é frequentemente chamada de “boca-de-lobo de verão”. Gosta de calor e de sol pleno e aguenta surpreendentemente bem alguns períodos de seca. As cores vão do branco ao rosa vivo e muitas variedades ficam por volta de 0,5 m de altura. Num jardim de estilo cottage, combina de forma muito natural entre perenes de crescimento mais solto.

Amor-perfeito (Pansies)

Os amores-perfeitos levam a sensação de primavera para canteiros e floreiras. Crescem em sol pleno a meia-sombra e florescem na primavera; várias variedades voltam a florir no outono. Em zonas amenas, conseguem mesmo manter cor durante grande parte do inverno.

Dicas de plantação para um verão longo de floração

Com alguns truques simples, é possível tirar o máximo partido destas anuais. Para escalonar a floração, semeie ou plante em várias “levas”, evitando que fiquem falhas no canteiro. Rega regular e fertilizações pontuais ajudam a manter as plantas vigorosas; e um solo bem drenado é essencial para que as raízes não permaneçam constantemente encharcadas.

Flor Exigência de luz Época principal de floração
Cosmos sol pleno verão até outono
Petúnia sol pleno primavera até outono
Girassol sol pleno fim do verão até outono
Amor-perfeito sol a meia-sombra primavera, parcialmente outono

Quem até aqui apostou apenas em perenes percebe depressa: as anuais aceleram a composição do jardim. Em jardins recentes, em varandas ou em casas arrendadas - onde não apetece planear a longo prazo - são uma ferramenta especialmente prática. Muitas das espécies referidas também são óptimas para crianças que querem semear pela primeira vez e cortar as suas próprias flores.

O resultado fica ainda mais interessante quando se misturam anuais com perenes e gramíneas: girassóis altos no fundo, à frente zínias e cosmos, e nas laterais o alisso-doce perfumado - assim surgem composições vivas, quase pictóricas. E, ao escolher variedades amigas das abelhas, apoia-se discretamente a fauna de insectos local e vê-se como um jardim aparentemente calmo se transforma num ponto de encontro cheio de zumbidos e asas coloridas.

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