Um pequeno truque evita precisamente isto.
Muitos jardineiros amadores culpam o tempo ou o solo quando, passado algum tempo, a lavanda fica reduzida a hastes castanhas. Na prática, é um gesto rápido com a tesoura de poda, ano após ano, que determina se a planta envelhece depressa ou se continua a florir durante duas décadas. Ao acertar no momento e na técnica, é possível prolongar a vida destes tufos quase para o dobro.
Porque é que a lavanda envelhece tão depressa sem poda
A lavanda não é uma planta típica de canteiro de herbáceas perenes: é um subarbusto. A base lenhifica rapidamente, tornando-se castanha e rígida. Nesta chamada madeira velha, quase não surgem novos gomos. E é aqui que nasce o problema: muita gente deixa a planta crescer sem intervenção, até que o tufo se abre ao meio e o interior fica cada vez mais despido.
Nessa fase, a lavanda acaba por parecer uma vassoura a desfazer-se: algumas flores na periferia e, no centro, apenas ramos cinzento-acastanhados. Quem então corta de forma radical e entra fundo na madeira velha arrisca-se a que rebentos inteiros sequem e deixem de rebentar.
"A poda regular na zona verde mantém a lavanda jovem, densa e cheia de flores - durante muitos anos."
Observações em jardins mostram diferenças claras: plantas com pouca poda, ou com poda mal feita, ficam muitas vezes esgotadas em menos de dez anos. Já exemplares podados todos os anos de forma correcta, na madeira jovem e verde, conseguem aguentar 15 a 20 anos. A poda faz com que a planta produza continuamente novos rebentos vigorosos e evita que a base lenhifique por completo.
O momento ideal: quando a lavanda deve ser podada
A dúvida é comum: cedo demais, tarde demais, demasiado? No essencial, bastam duas datas fixas por ano, ajustadas à região. O importante não é só o calendário, mas também o que a planta mostra.
As duas datas de poda mais importantes no ano
- Poda principal de manutenção após a floração: de finais de Agosto a finais de Setembro, assim que a maioria das flores já tiver murchado.
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