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Teletrabalho em França: estudo da Apec com 1000 empresas mostra apenas 5% de recuos

Homem sentado em secretária participa em videoconferência com várias pessoas no ecrã do portátil.

A tendência parece estar bem encaminhada para se manter em França.

Depois do forte crescimento do teletrabalho durante o período da covid, algumas grandes empresas francesas decidiram apertar as regras desta prática - como a Société Générale, a Stellantis ou a Ubisoft. Apesar de estes casos terem tido grande destaque mediático, não representam necessariamente a regra geral, segundo um estudo realizado junto de 1000 empresas francesas e publicado esta quinta-feira, 12 de março, pela Associação para o Emprego dos Quadros (Apec), com divulgação pelo Les Échos.

O que revela o estudo da Apec sobre o teletrabalho

De acordo com o inquérito, apenas 5% das empresas fizeram marcha-atrás no trabalho à distância. Outro dado relevante: entre as organizações que empregam quadros, a percentagem das que decidiram pôr em causa o teletrabalho ficou-se pelos 9%.

Ao mesmo tempo, 89% das empresas não alteraram a sua política e 2% foram ainda mais longe, reforçando esta forma de trabalho.

Como reagem os quadros a um eventual recuo

Num segundo momento, a Apec auscultou os quadros e observou um aumento na proporção dos que ficariam muito insatisfeitos caso a empresa voltasse atrás neste direito: esse valor passou de 69% para 74% desde 2024.

Se tal cenário se concretizasse, 29% dos inquiridos procurariam mesmo sair da empresa. Um sinal que, provavelmente, será tido em conta e ajuda a explicar a cautela com que as direcções têm evoluído neste tema.

Empresas onde o teletrabalho é mais valorizado

No fundo, o resultado do estudo não é assim tão inesperado. Há pouco tempo, por exemplo, falámos da BoursoBank (apesar de ser uma filial da Société Générale, que reviu o trabalho à distância): metade das equipas (projecto e suporte), cerca de 500 pessoas, está no escritório três dias por semana, enquanto a outra metade (relação com clientes e tratamento de operações) trabalha 90% do tempo em teletrabalho. Segundo o neobanco, esta gestão permitiu alargar a sua base de recrutamento.

Outro caso: a Revolut adoptou 100% de teletrabalho durante a pandemia de covid, em 2020, mas escolheu um modelo híbrido já em 2021. Na prática, os colaboradores que o desejarem podem trabalhar no escritório.

Ainda assim, não se trata de deitar fora o que foi ganho. Como explicava um quadro do banco online: "Na Revolut, a norma é teletrabalhar; ir ao escritório é a excepção". Mais informações sobre este tema no nosso artigo anterior, aqui.

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