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Quantas flexões deve fazer em cada idade

Três gerações de uma família a fazer exercícios de prancha numa sala de estar iluminada.

As flexões são frequentemente usadas como um teste rápido de força, porque obrigam a trabalhar em simultâneo peito, ombros, braços, abdómen, costas e a estabilidade global do corpo. Aos 20, 40 ou 70 anos, o total de repetições pode dar uma ideia do nível de forma física - mas só é um indicador válido quando a execução é limpa, contínua, sem pausas e sem “truques” que acabem por sobrecarregar as articulações.

Quantas flexões são esperadas em cada idade?

Os valores mudam consoante o protocolo utilizado, o sexo, o peso corporal, o historial de treino e a saúde articular. Ainda assim, algumas faixas ajudam quem quer avaliar a força com o próprio peso. A referência abaixo parte do princípio de flexões bem feitas, em sequência e sem descanso a meio.

  • Mulheres de 20 a 29 anos: cerca de 20 flexões.
  • Mulheres de 40 a 49 anos: cerca de 14 flexões.
  • Mulheres acima de 70 anos: cerca de 8 flexões.
  • Homens de 20 a 29 anos: cerca de 28 flexões.
  • Homens de 40 a 49 anos: cerca de 16 flexões.
  • Homens acima de 70 anos: cerca de 8 a 10 flexões.

Estes números não devem ser vistos como uma sentença. É possível ter boa capacidade cardiorrespiratória, caminhar sem dificuldade, pedalar com frequência e, ainda assim, fazer poucas flexões. Este teste avalia sobretudo força e resistência da parte superior do tronco - não resume, por si só, toda a saúde física.

Por que a técnica muda completamente o resultado?

A técnica é o que determina se a flexão está a medir força real ou apenas a gerar um número “inflacionado”. O corpo deve manter-se firme, formando uma linha estável da cabeça aos pés, com o abdómen e os glúteos ligeiramente activos. As mãos ficam aproximadamente alinhadas com os ombros, e o peito desce em direcção ao chão de forma controlada.

Quando a bacia desce, a cabeça avança ou os cotovelos abrem em excesso, a repetição torna-se mais fácil - mas muito menos útil. Além disso, a carga pode ficar mal distribuída e castigar ombros, punhos e zona lombar. Uma flexão bem executada vale mais do que várias repetições apressadas, curtas e incompletas.

Quais erros mais atrapalham o teste?

Alguns erros aparecem precisamente quando a pessoa tenta chegar a um número acima do que consegue sustentar com qualidade. Para continuar a subir e a descer, o corpo procura atalhos - e esses atalhos baixam a qualidade do movimento e retiram precisão ao teste.

  • Descer pouco e contar repetições “a meio”.
  • Deixar a bacia afundar durante a subida.
  • Projectar o pescoço para a frente, em vez de manter o alinhamento.
  • Abrir demasiado os cotovelos e sobrecarregar os ombros.
  • Perder o controlo na descida para ganhar velocidade.

Para uma avaliação honesta, o melhor é parar assim que a postura começar a degradar-se. O último número com boa execução é mais fiável do que insistir em repetições desalinhadas apenas para cumprir uma meta por idade.

Como melhorar se o número ainda estiver baixo?

Quem ainda não consegue fazer flexões tradicionais pode começar por variações mais acessíveis. Fazer flexões com as mãos apoiadas numa bancada, numa parede ou numa mesa estável reduz a carga e permite treinar o mesmo padrão de movimento com mais controlo.

Outra alternativa é a flexão com os joelhos apoiados, desde que o tronco se mantenha rígido. O ideal é treinar duas a três vezes por semana, com descanso entre dias, em séries curtas, deixando uma ou duas repetições “na reserva”. Desta forma, ganha-se força sem transformar cada sessão num exercício de exaustão.

O progresso importa mais que bater uma marca isolada

As flexões são úteis para acompanhar, ao longo do tempo, força, estabilidade e resistência muscular. Se alguém passa de 3 para 8 repetições bem feitas, essa melhoria já mostra adaptação do corpo, mesmo que o total ainda fique abaixo da referência da sua faixa etária.

O uso mais inteligente do teste é repetir a avaliação após algumas semanas de treino e comparar a própria evolução. Força saudável combina técnica, consistência, descanso e ausência de dor. O valor por idade pode orientar, mas o que realmente indica progresso é conseguir fazer mais repetições correctas com segurança e controlo.


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